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Horário em
2005-2006
Segundas e Terças feiras, das 15h00 às 20h00.
Plano de Estudos
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Disciplinas
|
Ano
|
Sem
|
Tipo
|
UC
|
ECTS
|
|
História das Ciências I
|
1
|
1
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
|
Filosofia do Conhecimento Científico
|
1
|
1
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
|
Disciplina do grupo opcional A
|
1
|
1
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
|
Disciplina do grupo opcional B
|
1
|
1
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
|
História das Ciências II
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
|
Epistemologia e Filosofia das Ciências
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
3.0
|
9.0
|
|
Seminário de Projecto
|
1
|
2
|
Obrigatória
|
2.0
|
6.0
|
|
Disciplina do grupo opcional B
|
1
|
2
|
Opção
|
2.0
|
6.0
|
|
Dissertação
|
2
|
Anual
|
|
-
|
-
|
|
Total
|
|
|
|
20.0
|
60.0
|
Grupo Opcional A
|
Disciplinas
|
Sem
|
UC
|
ECTS
|
|
Hermenêutica do Texto Científico
|
1
|
2.0
|
6.0
|
|
Historiografia das Ciências
|
1
|
2.0
|
6.0
|
|
Ciência, Ética e Política *
|
1
|
2.0
|
6.0
|
|
Estudos Sociais em Ciência e Tecnologia
|
1
|
2.0
|
6.0
|
Grupo Opcional B
|
Disciplinas
|
Sem
|
UC
|
ECTS
|
|
História e Filosofia da Física
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História e Filosofia da Matemática *
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História e Filosofia da Química
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História e Filosofia da Biologia
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História e Filosofia das Ciências da Terra
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História e Filosofia da Tecnologia
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
História das Ciências em Portugal *
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
|
A Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea
|
1/2
|
2.0
|
6.0
|
* Disciplinas opcionais oferecidas no ano lectivo
2005-2006.
Programas 1º semestre
2005-2006
Programas
2º semestre 2005-2006
-
História das Ciências II
- Ana Simões
-
Epistemologia e Filosofia das Ciências - Olga Pombo
-
História e Filosofia da Matemática- Fernando
Ferreira e Nuno Silva
-
Seminário de Projecto - a combinar
com os orientadores de disseração escolhidos
Programas 1º semestre 2003-2004
Programas
2º semestre 2003-2004
***********************************
História das Ciências I
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Coordenação: Ana Simões e Henrique Leitão
Objectivos: Perspectivar a evolução da ciência numa dimensão
histórica, permitindo uma visão dinâmica do conhecimento científico.
Compreender a estrutura interna da abordagem científica e a sua relação
em termos dos contextos socio-económico e cultural.
|
1. Introdução ao programa, formas de avaliação.
Bibliografia de referência.
2. Questões historiográficas práticas
3. História da História das Ciências
4. Aristóteles: A Física e os Céus
5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes
6. Ptolomeu: astronomia, astrologia e geografia
7. A cosmovisão antiga
8. Ciência medieval: a questão da apropriação. O papel das
traduções. Uma nova instituição: a Universidade
9. O Renascimento: ciência e arte (anatomia e perspectiva), a
tradição artesenal, a imprensa e o livro científico
10. Copérnico
11. A difusão do copernicianismo
12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius. Os acidentes
da Lua e a perspectiva. Carta à Arquiduquesa Cristina
13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu. Galileu, filósofo
da corte.
14. Jesuítas, ensino e ciência |
|
Organização das aulas:
1ª parte: a cargo do professor
2ª parte: exposição e debate de um artigo previamente seleccionado, a
cargo dos alunos
Artigos seleccionado, a discutir nas aulas:
|
1. ----
2. Questões historiográficas práticas
C. Truesdell, "The scholar's worshop and tools,"
Centaurus, 17 (1972), 1-10 e S.G. Brush, "Should the
history of Science by rated X?," Science, 183 (1974),
1164-1172.
3. História da História das Ciências
G. Sarton, "L'histoire de la science," ISIS, 1 (1913),
3-46.
4. Aristóteles: A Física e Os Céus
A.G. Molland, "Aristotelian science," in R.C. Olby,
G.N. Cantor, J.R.R. Christie, M.J.S. Hodge, eds., Companion to
the History of Modern Science (London: Routledge, 1996),
pp.557-567.
5. Matemáticas gregas: Euclides e Arquimedes
Jens Hoyrup, "Archimedism, not Platonism: On a malleable
ideology of Renaissance Mathematicians (1400 to 1600), and its
role in the formation of seventeenth-century philosophies of
science", in: Corrado Dollo (ed.), Archimede. Mito,
Tradizione, Scienza (Firenze: leo S. Olschki, 1992), pp. 81-110.
6. Ptolomeu: astronomia e astrologia
J. Christianidis, D. Dialetis, K. Gavroglu, "Having a knack
for the non-intuitive: Aristarchus's heliocentrism through
Archimedes's geocentrism," History of Science, 40 (2002),
147-168.
7. A cosmovisão antiga
G. Lloyd, "Science in Antiquity. The Greek and Chinese
cases and their relevance to the problems of culture and
cognition," in M. Biagioli, ed., The Science Studies Reader
(NY: Routledge, 1999), pp.302-316.
8. Ciência medieval
D. Lindberg, Science and the Early Church," in M.H. Shank,
ed., The scientific enterprise in Antiquity and the Middle Ages
(Chicago, UCP, 2000), pp. 125-146.
9. O Renascimento e o livro científico
Jerry Brotton, "Printing the world," in M.
Frasca-Spada, N. Jardine, eds., Books and the Sciences in
History (Cambridge: CUP, 2000), pp. 35-48.
10. Copérnico
Derek J. de Solla Price, "Contra-Copernicus: a critical
re-estimation of the mathematical planetary theory of Ptolomy,
Copernicus and Kepler," in M. Clagett, ed., Critical
Problems in the History of Science (Madison: The University of
Wisconsin Press, 1969), pp. 197-218.
11. A difusão do copernicianismo
G. Holton, "Johannes Kepler's universe: its physics and
metaphysics," in Thematic Origins of Scientific Thought.
Kepler to Einstein (Cambridge, HUP, 1988), 53-74.
12. Crise em Itália: Galileu, o Sidereus Nuncius e a
"Carta à Arquiduquesa Cristina"
S. Drake, "Galileo's steps to full Copernicanism and
back," Studies in the History and Philosophy of Science, 18
(1987), 93-105.
13. Historiografia de Galileu: o caso Galileu. Galileu, filósofo
da corte
M. Biagioli, "Galileo, the Emblem Maker," ISIS, 81
(1990), 230-258.
14. Jesuítas, ensino e ciência
Steven Harris, "Transposing the Merton Thesis: Apostolic
Spirituality and the
Establishment of the Jesuit Scientific Tradition," Science
in Context, 3 (1989) 29-65.
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Filosofia do
conhecimento científico
1º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Olga Pombo
Tema: Os Problemas do Conhecimento e da Unidade da Ciência
Objectivos: Inscrever o estudo do conhecimento científico
no fenómeno geral do conhecimento. Abordar a ideia de Unidade da Ciência
como tarefa cognitiva central da própria ciência.
1. Introdução (2 sessões: orientação da professora)
- Da teoria do conhecimento à filosofia do conhecimento científico
- Conhecimento e suas diferentes objectivações. Tradição, ciência
e técnica
2. Os Problemas Gnosiológicos da Constituição do Saber (3
sessões: orientação da professora)
- Conhecimento e representação. Fundamentos ontológicos e
antropológicos do conhecimento. Sujeito, objecto e representação.
- Os problemas do conhecimento e os seus diversos níveis: genético,
metafísico e crítico. O problema da possibilidade do
conhecimento como problema radical.
- Teorias da representação e seu rebatimento epistemológico.
Representação, símbolo e presentificação. Antropologia, semiótica
e teoria da consciência
3. Representação e Construção do Conhecimento Científico (6
sessões: orientação dos estudantes)
- Ciência e progresso do conhecimento. Dedução, indução e
abdução. O problema do fundamento da indução. Observação e
hipótese. Invenção e descoberta. Regularidades e explicação.
Lei e teoria.
- Verdade, experiência e adequação. Compatibilidade, confirmação
e refutabilidade. Verdade como consistência. Virtualidades e
limites do formalismo.
4. O Problema da Unidade da Ciência (3 sessões: orientação
da professora)
- Topologia e funcionalidade das diferentes instâncias de produção
do conhecimento científico. Legitimação, divulgação e
transmissão. Elementos histórico-culturais. Interacções e
efeitos emergentes.
- Programas e níveis da Unidade da Ciência. Alguns programas
exemplares. Unidade da linguagem, dos métodos e das leis e
teorias.
- Figuras e configurações da Unidade da Ciência. Proximidades,
articulações e assimetrias. A classificação como operador das
figuras da Unidade da Ciência. Metáforas da Unidade da Ciência.
Bibliografia:
Berkeley (1710) A Treatise Concerning the Principles of Human
Knowledge (há trad. port de Vieira de Almeida, Tratado do
Conhecimento Humano, Coimbra: Atlantida, 1958)
Descartes (1641) Méditations Philosophiques, In Oeuvres
Philosophiques de Descartes, ed. Alquié, Paris: Garnier, 1967, Tomo
II, pp. 374 e 1073.
Hume, D. (1739-40) A Treatise of Human Nature, ed.
L.A.Selby-Bigge and P.H. Nidditch, Oxford: Clarendon Press, 1975 (há
trad. port. Tratado da Natureza Humana, Lisboa: Serviço de Educação
Fundação Calouste Gulbenkian, 2001).
Husserl (1907), Die Idee der Phaenomenologie (há trad. port.
de Artur Morão, Da Ideia de Fenomenologia, Lisboa: ed. 70, 1986.
Husserl (1931), Kartesianische Meditationem (há trad. port. de
Maria da Graça Lopes e Sousa, Meditações Cartesianas. Introdução
à Fenomenologia, Porto: Rès, s/d).
Kant (1781), Kritik der reinen Vernunft, (trad. port. de
Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão, Crítica da
Razão Pura), Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, (1985).
Kuhn, T. S. (1962), The Structure of Scientific Revolutions,
Chicago: University of Chicago Press.
Lakatos, I e Musgrave, A. (1970), Criticism and the Growth of
Knowledge, Cambridge: Cambridge University Press (há trad. port.
de Octávio Mendes Cajado e Pablo Mariconda, A Crítica e o
Desenvolvimento do Conhecimento, S. Paulo: Cultrix, 1979).
Leibniz, Nouveaux Essais sur l'Entendement, in Die
Philosophischen Schriften von Gottfried Wilhelm Leibniz, Hrsg. von
Carl Immanuel Gerhardt, Hildesheim: Olms, 1960, vol. V, pp. 39-503.
Locke, (1689) An Essay concerning Human Understanding, ed. A.
D. Woozley, GlasgoW: William Collins, 1964.
Popper (1963), Conjectures and Refutations. The Growth of
Scientific Knowledge, London: Routledge and Kegan Paul (há trad.
port. de Sergio Bath, Conjecturas e Refutações. O Progresso do
Conhecimento Científico, Brasília: Editora da Universidade de Brasília,
1982).
Quine (1954), The Scope and Language of Science (trad. port. de
João Sàágua in João Sàágua (org.), W.V. Quine. Filosofia e
Linguagem, Porto: Asa, 1995, pp. 19-41.
Quine (1981), Things and their Place in Theories, (trad. port.
de Rui K. Silve e João Sàágua in João Sàágua (org.), W.V. Quine.
Filosofia e Linguagem, Porto: Asa, 1995, pp. 139-167.
Russell, B. (1912), The Problems of Philosophy, (trad. port. de
António Sérgio, Os Problemas da Filosofia, Lisboa: Arménio Amado,
1959).
***********************************
Hermenêutica
do Texto Científico
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS
Professor: Ricardo Coelho.
Objectivos: Proporcionar uma introdução à interpretação do
texto científico e desenvolver uma consciência crítica dos diferentes
tipos de investigação em História da Ciência.
Programa: Análise de textos fundamentais sobre o princípio de
conservação da energia (Mayer, Joule, Colding, Helmholtz, W. Thomson e
Rankine). Literatura secundária sobre o assunto.
Avaliação: trabalho escrito de aplicação do método hermenêutico.
Bibliografia:
Bevilacqua, F. (1983) The Principle of Conservation of Energy and the
History of Classical Electromagnetic Theory. Pavia.
Breger, H. (1982) Die Natur als arbeitende Maschine: zur Entstehung des
Energiebegriffs in der Physik 1840-1850. Frankfurt a. M.
Caneva, K. L. (1993) Robert Mayer and the Conservation of Energy.
Princeton.
Colding, L. (1972) Ludvig Colding and the conservation of energy
principle. F. Dahl (intr. [...]). New York.
Duit, R. (1986) Der Energiebegriff im Physikunterricht. Kiel.
Elkana, Y. (1974) Discovery of the Conservation of Energy. London.
Helmholtz, H. v. (1882) Wissenschaftliche Abhandlungen, Vol. I. Leipzig.
Joule, J. P. (1887) The Scientific Papers of James Prescott Joule. 2
vol.. London.
Kuhn, T. S. (1959) "Energy conservation as example of simultaneous
discovery". In M. Clagget (ed.) Critical Problems in the History of
Science, pp. 321-56.
Mach, E. (1896) Principien der Wärmelehre. Leipzig.
Mayer, J. R. (1893) Die Mechanik der Wärme in gesammelten Schriften v.
Robert Mayer. Jacob Weyrauch (ed.). Stuttgart.
Ostwald, W. (1912) Die Energie. Leipzig.
Rankine, W. J. (1881) Miscellaneous Scientific Papers. W. Millar (ed.).
London.
Smith, C. (1998) The Science of Energy. London.
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Historiografía
de las Ciencias (Programa sintético)
1º Semestre, 2 h, 4.0 ECTS
Profesor: Juan Manuel Torres
Objectivos:
-
Identificar las principales tendencias actuales en
historiografía de la ciencia
-
Analizar las discusiones entre las perspectivas
(racionalismo, sociologismo, relativismo, etc) que están en la base
de las tendencias historiográficas
-
Procurar nuevas ideas, las cuales puedan enriquecer
las actuales perspectivas historiográficas en la historia de la
ciencia.
Temas:
1. Filosofía de la ciencia, historiografía de la ciencia e historia de
la ciencia. Metadisciplinas de la cultura. El rol de la historia de la
ciencia bajo la perspectiva clásica y de las primeras escuelas
epistemológicas del siglo XX: Aristóteles, Popper y el Círculo de
Viena.
2. La historia whig. La sociología del conocimiento científico en el
periodo pre-Programa Fuerte. Merton y Mannheim.
3. La Estructura de las Revoluciones Científicas. El análisis del
cambio teórico y la revolución historiográfica. Kuhn y la empresa
hermenéutica.
4. Kuhn bajo la perspectiva de B. Barnes. D. Bloor y el Programa Fuerte:
descripción y explicación, internalismo y externalismo.
5. La historiografia bajo algunas perspectivas de la epistemologia
racionalista poskuhneana: Lakatos y los programas de investigación
historiograficos. Larry Laudan y las tradiciones en investigación.
6. El estructuralismo de Stegmüller/Moulines/Balzer. Versión
estructuralista del cambio teórico. El segundo Kuhn y el
estructuralismo. Prescripción o descripción? La evolución de las
ciencias biológicas como modelo de una nueva posibilidad epistemológico-historiográfica.
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Historia y Filosofia de la Biologia
(Programa sintético)
Primeiro semester, 2h, 4ECTS
Profesor: Juan Manuel Torres
Objectivos: Se desarrollarán temas de las
ciencias de la vida (life sciences), los cuales están caracterizados
por una o más de las siguientes razones:
-
contienen de manera esencial puntos que pertenecen a
la filosofía de la ciencia
-
las discusiones en torno a estos temas biológicos
pueden ser clarificadas por la metodologia de la ciencia
-
son temas que tradicionalmente también han sido de
interés filosófico.
Temas
1. Los servicios genéticos (genetic test, genetic screenning and
human gene therapy) y la revolución de las ciencias de la salud.
2. La evolución del dogma central de la biología molecular y el
sistema Qß-replicasa.
3. Historia de algunas hipótesis compitientes sobre el origen de la
vida terrestre: poliaminoácidos versus polinucleótidos.
4. Los experimentos de Cairn y el resurgimiento del neolamarckismo.
5. Sobre la estructura lógico-matemática de la teoría
neodarwiniana.
6. Controversias sobre las unidades de selección de proceso
evolutivo: genes, organismos, especies y poblaciones.
7. La teoría neodarwiniana y algunos de sus contraejemplos
falsadores.
8. La aplicación del modelo nomológico-deductivo tradicional a las
explicaciones evolutivas.
Bibliografia:
Torres, J. M.: "The importance of genetic services for the
theory of health: basis for an integrating theory", THE JOURNAL
OF MEDICINE, HEALTH CARE AND PHILOSOPHY. 5: pp. 43-51, 2002.
Torres, J. M.: "On the falsification of the Central Dogma and
the de novo synthesis of molecular species. A methodological
analysis" in PHILOSOPHIA NATURALIS, 36: 1-18, 1999.
Torres, J. M.: "Competing research programmes on the origin of
life", JOURNAL for GENERAL PHILOSOPHY of SCIENCE, 27: 325-346,
1996.
MacPhee, D.: "Directed evolution reconsidered", AMERICAN
SCIENTIST, 81: 554-561, 1993.
Thompson, P.. THE STRUCTURE OF BIOLOGICAL THEORIES, State University
of New York Press, 1989.
Hull, D.: "Individuality and selection", ANNUAL REVIEW THE
ECOLOGY AND SYSTEMATICS, 11: 311-332, 1980.
Lovtrup, S.: DARWINISM: THE REFUTATION OF MYTH, Crom-Holm, 1987.
Kuippers, B-O: INFORMATION AND THE ORIGIN OF LIFE, MIT Press, 1990.
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História
da Ciência em Portugal (Outubro 2003)
Coordenação: Henrique Leitão
Programa:
1. Preliminares
Apresentação e Objectivos Explicação do Programa e indicações
bibliográficas A Ciência em Portugal: o problema historiográfico A
historiografia "disciplinar" da ciência portuguesa A ciência
no discurso político e cultural português Historiadores e tendências
historiográficas Indicações sobre arquivos e documentação em
Portugal Possibilidades de trabalho de investigação.
2. Primórdios: A universidade e o saber medieval
Hierarquia dos saberes na Idade Média Física aristotélica e da
cosmologia ptolomaica Cosmografia e literatura De Sphera A geografia
medieval Reflexos na literatura e na arte A Universidade As
disciplinas científicas no contexto universitário.
3. A Cosmografia
Audiências, ensino e textos A institucionalização do ensino
científico
Revisão dos conceitos básicos
Análise de um texto-tipo: o Tratado da Sphera, 1537. Descobrimentos marítimos
e crise da autoridade antiga A questão do
"experimentalismo" Um lugar para Portugal na "Revolução
Científica"?
4. A questão da astrologia
A Astrologia enquanto questão histórica O conteúdo do saber
astrológico
A Prática da astrologia em Portugal nos sécs. XV-XVII Astrologia e
saber popular A contenção da astrologia e a intervenção censória
5. A Náutica e Navegação (sécs. XV-XVI)
Aspectos técnicos na náutica A navegação pré-astronómica O
surgimento da navegação astronómica
O Regimento da Estrela Polar O Regimento do Sol O Regimento do
Cruzeiro do Sul Instrumentos náuticos
Problemas e temas em aberto.
6. Singularidade e relevância de Pedro Nunes (1502-1578)
Dados biográficos e linhas fundamentais da sua obra Os contextos
institucionais: a Corte o Cosmógrafo -Mor o professor universitário
Principais contribuições científicas Repercussão nacional e
europeia.
7. Institucionalização e internacionalização: a Companhia de
Jesus
A Companhia de Jesus enquanto instituição educativa O ensino científico
entre os jesuítas A Aula da Esfera do colégio de Santo Antão Redes
internacionais e transferência de saber Uma cultura científica
"jesuíta"?
8. Rotas de implementação da Revolução Científica em Portugal
O debate cultural nas primeiras décadas do século 18 Jesuítas e
Oratorianos Os Oratorianos e o culto da experiência - as sessões
na Casa das Necessidades A primeira obra de crítica aos meios
cultural e científico nacionais: Luís António Verney e O Verdadeiro Método
de Estudar O Marquês de Pombal e a reforma das ciências em
Portugal: o Colégio dos Nobres e a Universidade de Coimbra A Academia
das Ciências de Lisboa. A historiografia dos estrangeirados. Redes de
estrangeirados. Estratégias de implementação das novas ciências em
Portugal.
9. A Botânica em Portugal no século XVIII: Correia da Serra
Um estrangeirado: O Abade Correia da Serra. Percurso biográfico.
Contribuições no domínio da botânica: da botânica útil à botânica
teórica. Comunicação entre cientistas. Escritos de viagens e
trabalhos de campo. Inovações metodológicas.
10. A Química em Portugal no século XVIII
Química na Universidade de Coimbra. Um compêndio de química: Os
Elementos de Química de Vicente Coelho Seabra. Seabra e a popularização
da ciência. O conteúdo dos Elementos de Química. Seabra: Um
estrangeirado especial?
11. A Química em Portugal no século XIX
12. A Geologia em Portugal
13. A Matemática em Portugal
14. Balanço Final
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Epistemologia
e Filosofia das Ciências
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Rui Moreira
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História
das Ciências II
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Coordenação: Ana Simões
Objectivos: Perspectivar a evolução da ciência
numa dimensão histórica, permitindo uma visão dinâmica do
conhecimento científico. Compreender a estrutura interna da abordagem
científica e a sua relação em termos dos contextos socio-económico e
cultural.
Programa:
1. Galileu, mecânica e questões historiográficas.
2. Ciência à inglesa: Newton.
3. Newton, newtonianismo ou newtonianismos
4. Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito.
5. O Iluminismo e a revolução na química.
6. Charles Darwin, ciências da natureza e ciências físicas.
7. A ciência da energia. Sobre a conservação da força.
8. A ciência da energia. Da força à energia.
9. Mecanicismo, teoria cinética dos gases e probabilidades.
10. Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein.
11. Física, química e química quântica: a questão do reducionismo.
12. Ciência, divulgação e religião: um exemplo.
Organização das aulas:
1ª parte (1h50m): a cargo do professor
2ª parte (20m+30m): exposição e debate de um artigo previamente
seleccionado, a cargo dos alunos
Avaliação:
Apresentação oral de um artigo, fichas de leitura individuais para
cada artigo discutido e trabalho final (recensão crítica de livro ou
artigo). As apresentações orais e fichas de leitura decorrem a partir
da 3ª aula. Classificação final: 25%+25%+50%
Artigos seleccionados a discutir nas aulas:
24 Março – Galileu, mecânica e questões historiográficas -
Jürgen Renn, Matteo Valleriani, “Galileu and the challenge of the
arsenal,” pre-print Max-Planck Institute for the History of Science,
(2001).
31 Março – Ciência à inglesa: Newton - Simon Schaffer,
“Glass works: Newton’s prisms and the uses of experiment,” in D.
Gooding, T. Pinch, S. Schaffer, eds., The uses of experiment-Studies
in the natural sciences (Cambridge: CUP, 1989), pp. 67-104.
(7 Abril – Férias da Páscoa)
14 Abril – Newton, newtonianismo ou newtonianismos - L. Daston,
“The ideal and reality of the Republic of Letters in the
Enlightenment,” Science in Context 4 (1991), 367-386.
21 Abril – A ciência da energia. Sobre a conservação da força
- T. Kuhn, “A conservação da energia como um caso de descoberta
simultânea,” in A Tensão Essencial (Lisboa: Edições 70,
1989, original de 1977), 101-141.
28 Abril – A ciência da energia. Da força à energia - C.
Smith, “Natural Philosophy and thermodynamics: William Thomson and
‘The Dynamical Theory of Heat’”, BJHS, 9 (1976), 293-319.
5 Maio – Iluminismo e os limites do normal. O corpo insólito -
Bruno Latour, “Centers of Calculation“ in Science in Action
(Harvard University Press, 1997), pp.215-232.
12 Maio – O Iluminismo e a revolução na química - F.L.
Holmes, “The ‘Revolution in Chemistry and Physics’. Overthrow of a
reigning paradigm or competition between contemporary research
programs?” Isis 91 (2000), 735-753.
19 Maio – Charles Darwin, ciências da natureza e ciências físicas
- Robert E. Kohler, “Moral economy, material culture, and
community in Drosophila Genetics” in Mario Biagioli, ed., The
Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999), pp. 243-257.
26 Maio – Mecanicismo, teoria cinética dos gases e probabilidades
- S.F. Cannon, “The invention of physics,” in S.F. Cannon, Science
in Culture: The early Victorian period (NY: Science History
Publications, 1978)
2 Junho – Não dou aula. Congresso Dinamarca. Substituição.
9 Junho – Quem descobriu os quanta?: Planck ou Einstein - R.
Staley, “On the histories of relativity. The propagation and
elaboration of relativity theory in participant histories in Germany
1905-1911,” ISIS, 89 (1998), 263-299.
16 Junho – Física, química e química quântica: a questão do
reducionismo - A. Warwick, “Writing a pedagogical history of
mathematical physics,” in Masters of Theory. Cambridge and the rise
of mathematical physics (Chicago: Chicago University Press, 2003),
1-48.
23 Junho – Ciência, divulgação e religião: um exemplo - P.
Galison, “Trading zone: coordinating action and belief,” in M.
Biagioli, ed., The Science Studies Reader (NY: Routledge, 1999),
pp. 137-160.
***********************************
A Ciência e
os Debates da Filosofia Contemporânea: Controvérsias e Saber Científico
2º Semestre, 3 h, 6.0 ECTS.
Professor: Marcelo Dascal
(Gulbenkian Professor)
Objectivos: Evidenciar e estudar o papel das controvérsias na
formação, evolução e avaliação do saber científico.
Programa: A crítica como postulado fundamental do método científico.
As controvérsias como locus do exercício da atividade crítica e como
expressão de sua racionalidade-em-ação. O papel das controvérsias na
história da ciência. Pragmática, análise do diálogo e estudo das
controvérsias. Tipologia das controvérsias e das estrategias
argumentativas. Estudo detalhado de controvérsias científicas nas áreas
de especialização dos alunos do curso. Do estudo das controvérsias à
saída do impasse em que se encontram a filosofia e a história da ciência.
Organização das aulas: Três primeiras aulas e última aula,
exposição do professor. Demais aulas, apresentação pelos alunos de
controvérsias científicas em suas áreas de interesse, selecionadas de
comum acordo com o professor.
Avaliação: Apresentação oral de uma controvérsia. Entrega de
uma versão escrita do trabalho apresentado oralmente, tomando em conta
a discussão em classe.
Bibliografia:
Livros
COLLINS, H. and PINCH, T. 1993. The Golem. Cambridge: Cambridge
University Press.
DASCAL, M. (ed.). 1985. Dialogue: An Interdisciplinary Approach.
Amsterdam: Benjamins.
DASCAL, M. & FREUDENTHAL, G. (eds). 1998. Special Issue of
Science in Context on Scientific Controversies
ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.). 1987. Scientific
Controversies: Case Studies in the Resolution and Closure of Disputes in
Science and Technology. Cambridge: Cambridge University Press.
GIL, F. (ed.). 1990. Controvérsias Científicas e Filosóficas.
Lisboa: Fragmentos.
GIL, F. (ed.). 1999. A Ciência tal qual se faz. Lisboa: Edições
João Sá Costa.
GROSS, A. 1996. The Rhetoric of Science. Cambridge, Mass.:
Harvard University Press.
MACHAMER, PERA & BALTAS (eds.). 2000. Scientific Controversies:
Philosophical and Historical Perspectives. Oxford: Oxford University
Press.
THAGARD, P. 1992. Conceptual Revolutions. Princeton: Princeton
University Press.
Artigos
Dascal, M. 1995. "Epistemología, controversias, y pragmática".
Isegoría 12: 8-43. (English version in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1996. "La balanza de la razón". In O. Nudler
(ed.), La racionalidad: su poder y sus límites. Buenos Aires/
Barcelona/ Mexico: Paidós,
pp. 263-381. (English version in Dascal’s home page).
Dascal, M. 1997. "Critique without critics?",. Science in
Context 10 (1): 39-62
Dascal, M. 1998a. "Types of polemics and types of polemical
moves". In S. Cmejrkova, J. Hoffmannova, O. Mullerova, and J.
Svetla, Dialogue Analysis VI (= Proceedings of the 6th Conference
, Prague 1996), vol. 1. Tubingen: Max Niemeyer, 15-33. (Availabe in
Dascal’s home page).
Dascal, M. 1998b. "The study of controversies and the theory and
history of science". In DASCAL & FREUDENTHAL (eds.).
Dascal, M. & Gross, A. 1999. "The marriage between pragmatics
and rhetoric". Philosophy and Rhetoric 32 (2): 107-130.
Engelhardt, Jr., and Caplan, A.L. 1987. "Patterns of controversy
and closure: the interplay of knowledge, values, and political
forces". In ENGELHARDT, TRISTRAM & KAPLAN (eds.)
Freudenthal, G. 1998. "Controvers"'. In DASCAL &
FREUDENTHAL (eds.).
Gil, F. 1985. "Science and controversy". In DASCAL (ed.).
Granger, G. 1985. "Discussing or convincing: An approach towards a
pragmatical study of the language of science". In DASCAL (ed.) I.
McMullin, E. 1987. "Scientific controversy and its
termination". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.).
Mendelsohn, E, 1987. "The political anatomy of controversy in the
sciences". In ENGELHARDT Jr., TRISTRAM & CAPLAN (eds.).
Sugestões para estudos de casos de controvérsias
científicas
a) Malthus contra Ricardo
Cremaschi and Dascal. 1996. Malthus and Ricardo on Economic Methodology.
History of
Political Economy 1996 (3): 475-511.
Cremaschi and Dascal. 1998a. Persuasion and argument in the
Malthus-Ricardo
correspondence. Research in the History of Economic Thought and
Methodology 16: 1-63.
Cremaschi and Dascal. 1998b. Malthus and Ricardo: Two styles for
economic theory. In DASCAL &
FREUDENTHAL (eds.)
Dascal and Cremaschi. 1999. The Malthus-Ricardo correspondence:
Sequential structure,
argumentative patterns and rationality. Journal of Pragmatics 31 (9):
1129-1172.
b) Jung contra Freud
Gruengard, O. 1998. Introverted, extroverted, and perverted controversy:
Jung against Freud. In
DASCAL & FREUDENTHAL (eds.)
McGuire, W. (ed.). 1979. The Freud/Jung Letters, abridged edition.
Princeton: Princeton University
Press.
c) Galileo contra a Igreja
Blackwell, R. 1998. Could there be another Galileo Case? In P. Machamer
(ed.), The Cambridge
Companion to Galileo, pp.348-366.
McMullin, E. 1998. Galileo on science and scripture. In P. Machamer
(ed.), The Cambridge
Companion to Galileo. Cambridge: Cambridge University Press, pp.
271-347.
Pera, M. 1998. The god of theologiens and the god of astronomers: An
apology to Bellarmin.
In P. Machamer (ed.), The Cambridge Companion to Galileo. Cambridge:
Cambridge
University Press, pp. 367-387.
Spranzi Zuber, M. 1998. Dialectic, dialogue, and controversy: The case
of Galileo. In
DASCAL & FREUNDENTHAL (eds.).
d) O debate sobre a deriva continental
Frankel, H. 1987. The continental drift debate. In ENGELHARDT Jr.,
TRISTRAM & CAPLAN (eds).
THAGARD. Chapter VII.
e) Darwin contra seus opositores criacionistas
THAGARD. Chapter VI.
f) Darwinistas contra criacionistas hoje
Dawkins, R. 1986. The Blind Watchmaker. Oxford: Oxford University Press.
Dawkins, R. 1996. Reply to Philip Johnson. Biology and Philosophy
11:539-540.
Johnson, P. 1991. Darwin on Trial. Urbana, Ill: Intervarsity Press.
Johnson, P. 1996. Is genetic information irreducible? Biology and
Philosophy 11: 535-538.
Kitcher, P. 1982. Abusing Science: The Call against Creationism.
Cambridge, Mass. : MIT Press.
Kogan, B. 1960. Darwin and His critics. Urbana, Ill.: Wadsworth
Publishing Company.
g) Consciência: Entre neurociêcia e filosofia
Crick, F. 1994. The Astonishing Hypothesis: The Scientific Search for
the Soul. New York: Scribner.
Chalmers, D. J. .1995. "The puzzle of conscious experience".
Scientific Amarican 6: 80-86.
Crick, F, and Koch, C. 1995. "Why neuroscience may be able to
explain consciousness”. Scientific American 6: 84-85.
Chalmers, D. J. 1997. “Moving forward on the problem of
consciousness”. Journal of Consciousness Studies 4(1): 3-46.
***********************************
Documentação
fundadora
A
Universidade de Lisboa, sob proposta do Conselho Científico da FCUL,
confere o grau de Mestre em História e Filosofia das Ciências, de
acordo com a Deliberação
n.º 1348/2002, publicada na II Série do Diário da República, de
29 de Agosto.O Mestrado em História e Filosofia das Ciências, ministrado
na FCUL, abre de dois em dois anos, e entra em funcionamento no ano
lectivo de 2003/2004.
Apresentação
do Mestrado em História e Filosofia das Ciências
1. Considerações gerais
A ideia que presidiu à proposta de criação de um mestrado em História
e Filosofia das Ciências resultou da convicção de que:
- Existe finalmente na FCUL um pequeno grupo de docentes apostado em
lançar e fazer vingar este projecto
- Importa dar resposta ao desejo expresso por vários ex-alunos de
serem criadas oportunidades para complementar os conhecimentos já
adquiridos na área com uma formação ao nível da pós-graduação
Deu apoio à ideia deste mestrado e acompanhou de perto o desenrolar
do processo que conduziu à elaboração deste documento o Professor
Andrade e Silva que, como é sabido, teve um papel pioneiro no
desenvolvimento da área de História e Filosofia das Ciências na FCUL
e em Portugal.Os subscritores desta proposta são Henrique Leitão,
investigador da UL, Rui Moreira, DFFCUL, Olga Pombo DEFCUL, Ana Simões,
DFFCUL.
Apesar do grupo de docentes da faculdade envolvido neste projecto
incluir cerca de uma dezena de elementos (Ana Simões, Olga Pombo,
Teresa Levy, Rui Moreira, Ricardo Coelho, Henrique Leitão, Luís
Saraiva, Fernando Ferreira) foram já feitos contactos junto de outros
docentes da Universidade de Lisboa, nomeadamente dos departamentos de
História e de Filosofia da Faculdade de Letras e da Faculdade de Farmácia
que se mostraram dispostos a colaborar na leccionação de algumas
cadeiras. Do mesmo modo, contamos com a participação do Museu de Ciência
da Universidade de Lisboa tanto no que diz respeito à utilização do
seu rico espólio bibliográfico como à cedência de espaços onde
poderão decorrer as aulas deste mestrado. Está ainda prevista a
possibilidade de alguns investigadores ligados ao Museu poderem
participar na leccionação de módulos em algumas das cadeiras
oferecidas. Contamos também com a colaboração de alguns docentes de
outras universidades do país e pretendemos explorar a hipótese de
convidar professores do estrangeiro em regime de fellowship.
2. Estrutura
A ideia que norteou a estruturação deste mestrado revela a nossa
convicção de que, na ausência de uma licenciatura em História e
Filosofia das Ciências (o que levará à frequência deste mestrado por
alunos de diversas licenciaturas), deve ser oferecida uma formação tão
abrangente quanto possível que permita ao aluno adquirir uma ideia
clara dos principais temas, problemas e abordagens possíveis, assim
como das tendências metodológicas que têm vindo a pautar o
desenvolvimento e evolução das disciplinas de História das Ciências
e de Filosofia das Ciências. Foi neste sentido que se introduziram as
cadeiras obrigatórias. Nas cadeiras de opção os alunos são
confrontados com um tratamento mais aprofundado de temas criteriosamente
seleccionados.
As cadeiras oferecidas por este mestrado são as que se encontram
adiante listadas no Anexo I ao R
No que se segue, e antes de passar à apresentação da proposta de
regulamento, acrescentamos alguns esclarecimentos que esperamos ajudem a
avaliar a proposta:
- As cadeiras de opção estão divididas em dois grupos. O grupo I
inclui cadeiras de carácter interdisciplinar devendo os alunos
escolher apenas uma no primeiro semestre. O grupo II inclui cadeiras
de especialização na área da História e Filosofia das Ciências
devendo os alunos escolher duas, uma no primeiro e outra no segundo
semestre.
- Em cada edição do mestrado serão oferecidas, não todas mas
apenas algumas das cadeiras de opção. Essa oferta terá em conta
as disponibilidades em termos de professores e, tanto quanto possível,
procurará ir ao encontro das necessidades de formação dos
candidatos seleccionados em cada edição do mestrado.
- Em qualquer circunstância, do grupo I serão sempre oferecidas
pelo menos duas cadeiras, e do grupo II, pelo menos quatro, duas no
semestre ímpar e duas no semestre par.
- O Seminário de Projecto previsto para o segundo semestre,
visa facilitar a orientação do aluno para a realização da sua
tese de mestrado. Inicia-se com a escolha de um tema de tese e
prossegue com a elaboração de um projecto a ser defendido e
aprovado. Em apoio ao grande número de teses que se prevê sejam
feitas na área da História das Ciências em Portugal, dada a
acessibilidade dos arquivos e o grande número de temas ainda por
investigar, nas edições em que não se oferecer como cadeira
opcional do grupo II a História das Ciências em Portugal, serão
organizadas conferências subordinadas a este tema.
- À proposta de regulamento adiante apresentada, junta-se um
pequeno sumário dos programas das cadeira, necessariamente
preliminar e provisório, que não visa senão permitir uma noção
mais precisa da proposta em discussão. Cada programa é acompanhado
de uma bibliografia básica a título meramente indicativo.
Regulamento
Específico do Mestrado
na
Especialidade
de História e Filosofia das Ciências
1º
Estrutura Curricular
Os
elementos a que se refere o nº2 do art. 2º do Dec.-Lei 173/80, de
29-5, são os constantes no anexo I ao presente regulamento.
2º
Plano de Estudos
O
plano de estudos é o constante do anexo I a este regulamento.
3º
Habilitações de Acesso
1-
São admitidos à inscrição no mestrado os titulares de uma
licenciatura em qualquer área científica ou tecnológica, ciências
humanas e sociais e filosofia. Titulares de outras licenciaturas, com a
classificação mínima de 14 valores, poderão vir a ser considerados
pela comissão científica do mestrado.
2-
Excepcionalmente, em casos devidamente justificados, a comissão
científica do mestrado poderá admitir à inscrição candidatos cujo curriculum
demonstre uma adequada preparação científica de base, embora nas
licenciaturas referidas no nº1 tenham classificação inferior a 14
valores.
3-
Excepcionalmente, em casos devidamente justificados e nos termos
do nº4 deste regulamento, a comissão científica do mestrado poderá
admitir à candidatura ao curso os titulares de licenciaturas por
universidades estrangeiras que demonstrem curricularmente uma adequada
preparação científica de base.
4º
Limitações
quantitativas
1-
A inscrição no mestrado está sujeita a limitações
quantitativas, a fixar anualmente pela comissão científica do
mestrado. O número máximo de candidatos a admitir é de 25
e o número mínimo 10.
2-
A comissão científica do mestrado estabelecerá para cada edição:
a)
A percentagem das vagas que será reservada prioritariamente a
docentes de estabelecimentos de ensino superior.
b)
A percentagem das vagas que será reservada prioritariamente a
candidatos que não sejam docentes de estabelecimentos de ensino
superior, a qual não poderá ser inferior a 50%.
3-
As limitações quantitativas referidas no nº1 e as decisões
mencionadas no nº2 serão publicadas na 2ª série do DR, antes do início
do prazo de candidatura.
5º
Critérios de Selecção
1-
Os candidatos à inscrição no curso serão seleccionados pela
comissão científica do
mestrado, tendo em consideração os seguintes critérios:
a)
Classificação da licenciatura a que se refere o nº 3º ou de
outros graus já obtidos pelo candidato.
b)
Curriculum académico, científico e profissional.
c)
Resultado de entrevista individual.
2
- A comissão científica do mestrado poderá determinar a
obrigatoriedade da frequência, com aproveitamento, de cursos preparatórios
ou de determinadas disciplinas de licenciaturas oferecidas pela
Universidade de Lisboa, como condição prévia para a candidatura à
inscrição no curso.
6º
Prazos e calendário lectivo
Os
prazos de candidatura e inscrição, bem como o calendário lectivo, serão
fixados por despacho do conselho científico da Faculdade de Ciências
da Universidade de Lisboa.
7º
Regime Geral
As
regras de inscrição, bem como o regime de faltas, de avaliação de
conhecimentos, de equivalência e de classificação para as disciplinas
que integram a parte curricular do mestrado, serão os previstos na lei
para os cursos de licenciatura, naquilo em que não forem contrariados
pelo disposto no presente regulamento e pela natureza do curso.
8º
Contabilização do serviço
docente
O
serviço docente prestado em cada uma das disciplinas que integram o
plano de estudos do curso só é contabilizado para efeitos dos nos
1 e 2 do art. 71º do Estatuto da Carreira Docente Universitária,
quando o número de alunos nelas inscrito for igual ou superior a 10.
9º
Propinas
O
montante das propinas e respectivo regime de pagamento será fixado por
despacho reitoral.
10º
Início de funcionamento
O
presente mestrado entrará em funcionamento no ano lectivo de 2002-2003
11º
Equivalências
Para
efeitos de matrícula no mestrado poderá ser declarada a equivalência
de disciplinas da parte curricular de cursos de mestrado, leccionadas em
anos anteriores, a disciplinas da parte curricular deste mestrado. A
tramitação necessária à declaração dessas equivalências é a
prevista na lei para os cursos de licenciaturas.
ANEXO
I
Plano
de estudos
|
Disciplinas
-
Semestre Ímpar
|
Unidades
de crédito
|
|
História
das Ciências I
|
3
(T)
|
|
Filosofia
do Conhecimento Científico
|
3
(T)
|
|
Opção
(grupo I)
|
2
(T)
|
|
Opção
(grupo II)
|
2
(T)
|
|
|
|
|
Disciplinas
- Semestre
Par
|
|
|
História
das Ciências II
|
3
(T)
|
|
Epistemologia
e Filosofia das Ciências
|
3
(T)
|
|
Opção
(grupo II)
|
2
(T)
|
|
Seminário
de Projecto
|
2
(TP)
|
|
|
|
|
Grupo
I
|
|
|
Hermenêutica
do Texto Científico
|
2
(T)
|
|
Historiografia
das Ciências
|
2
(T)
|
|
Ciência,
Ética e Política
|
2
(T)
|
|
Estudos
Sociais em Ciência e Tecnologia
|
2
(T)
|
|
|
|
|
Grupo
II
|
|
| História
e Filosofia da Física
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Matemática
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Química
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Biologia
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia das Ciências da Terra
|
2
(T)
|
|
História
e Filosofia da Tecnologia
|
2
(T)
|
|
História
das Ciências em Portugal
|
2
(T)
|
|
A
Ciência e os Debates da Filosofia Contemporânea
|
2 (T)
|
|