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Gil C. Santos

 

gilcosan@gmail.com

 
 

[CV]

Gil C. Santos é Doutor em Filosofia pela FCSH-UNL (2009), com a tese A Persistência dos Objectos. Uma crítica à Ontologia Quadridimensionalista; Mestre (2002) e Licenciado (1999) em Filosofia pela FLUP. É membro integrado do CFCUL desde 2008, membro do projecto FCT Problemas Filosóficos da Física Quântica (coordenado por José R. Croca), e do projecto FCT «O que é uma Teoria Física?» (coordenado por Rui N. Moreira). Actualmente, e como bolseiro de Pós-Doutoramento da FCT, desenvolve um projecto de investigação, sob a orientação de John Symons e de José R. Croca, intitulado «Emergência, Mecanicismo e Não-Linearidade».

 

 

 

Projecto de Pós-Doutoramento subordinado ao tema 'Emergência: Mecanicismo e Não-Linearidade', sob a orientação científica de John F. Symons e a co-orientação de José R. Croca.
Contra certas perspectivas actualmente bastante difundidas (quer entre críticos da teoria da emergência, quer entre muitos dos seus defensores), este projecto tem como objectivos principais:

(i) desenvolver uma caracterização positiva de emergência, não apenas (ou sobretudo) definida em termos de uma não-redutibilidade, não-explicabilidade e não-previsibilidade; e, simultaneamente,
(ii) elaborar as bases de uma teoria da emergência ontológica que seja compatível
(iii) como uma certa epistemologia mecanicista e reducionista dos fenómenos emergentes, de acordo com a qual estes fenómenos devem poder ser explicados em função de certos mecanismos causais interactivos prévios ou subjacentes.
A diferença específica desta concepção da emergência é que uma perspectiva reducionista e mecanicista (causal) ao nível de uma teoria da explicação deve ser, não sumariamente recusada, mas antes reequacionada à luz de uma ontologia fundamentalmente dinâmica e relacional (cf. W. Wimsatt; W. Bechtel; H. Atlan; S. Glennan et al.). Mais propriamente, contra a metafísica Atomístico-Eleata que prevaleceu em toda a ciência moderna e que actualmente fundamenta as diversas teorias filosóficas da sobreveniência – mereológica (J. Kim) ou humeana (D. Lewis) –, dever-se-á defender uma teoria da emergência ontológica, de acordo com a qual a existência e a identidade de qualquer tipo de entidade (desde o nível de organização quântica da realidade) é sempre o produto de um processo de construção continuamente dependente da formação e da evolução de certos sistemas de interacções causais ontologicamente não-lineares (i.e., qualitativamente transformadoras), em diversos níveis de integração e de co-dependência.
Em Física, como em Biologia, é hoje possível encontrar bons exemplos de estudo deste novo tipo de abordagem emergentista – agora, ontologicamente esclarecida e epistemologicamente consequente.

 
Situação actual no CFCUL
  Post-doc FCT  

 

Áreas de Interesse
 

Ontologia e Metafísica

Epistemologia

Filosofia das Ciências

 
PUBLICAÇÕES (Selecção)

G. Santos (2012), O Evolucionismo e a Teoria da Emergência. In: O.Pombo e M.Pina (Org.), Em torno de Darwin. Lisboa: Fim de Século, pp.169-187

G. Santos (2010), Emergência: da Mereologia à Organização. In: D. Duque, E. Parejo e I. Antón (Eds.) Estudios de Lógica, Lenguage y Epistemología. Sevilla: Fénix Editora, pp. 327-356

G. Santos (2010), Between Two Worlds. Non-Linearity and A New Mechanistic Approach. In: J. R. Croca and J.E.F. Araújo (Eds.) A New Vision on PHYSIS. Eurhythmy, Emergence and Nonlinearity, Lisboa: CFCUL, pp. 331-358

G. Santos (2009), A actualidade da resposta espinosista ao problema corpo/mente. In: C. Mauro, S. Miguens e S. Cadilha (Coord.) Mente, Linguagem e Acção. Porto: Campo das Letras, pp. 83-104

G. Santos (2009), Entre a máquina e a chama: o indivíduo na «física» de Espinosa. In: Maria Luísa Couto Soares, N. Venturinha, G. Santos e M. Faustino (Org.) Expressões da Analogia / Expressions of Analogy. International Conference. Lisboa: Colibri, pp. 139-156

G. Santos (2008), A emergência macrofísica das substâncias individuais. In: M. L. Couto Soares, N. Venturinha e G. Santos (Org.), O Estatuto do Singular: Estratégias e Perspectivas, Lisboa: INCM, pp. 263-287